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| Nota: 5/5 |
Autor: Robin Sloan
Editora: Novo Conceito
ISBN: 978-85-8163-023-6
288 páginas
Quando eu li esse livro eu fiquei muito impressionada com a história e os acontecimentos e tals. Na verdade, eu acho que fiquei mais impressionada ainda por causa do fato de as coisas descritas nesse livro terem uma aplicação prática na realidade.
A história é narrada por Clay Jannon, um homem formado em design gráfico que ficou desempregado por conta de uma crise econômica. Isso faz com que ele procure por um emprego e acabe por encontrá-lo numa livraria 24h, trabalhando no turno da noite. A história toda se desenrola a partir disso.
Na maior parte do livro, não dá pra ter muita certeza do que a história realmente trata. Você vê o Jannon trabalhando lá na livraria, várias pessoas idosas chegando, pegando livros do que ele chama de "catálogo pré-histórico" (ele é proibido de mexer nesses livros) e indo embora. Periodicamente, essas pessoas idosas devolvem os livros que pegaram anteriormente e pedem o próximo. Jannon, então, passa a descrever essa "associação" como um clube do livro. Não me peçam spoilers porque eles não serão dados. Tudo o que eu posso dizer é que é um livro sobre livros.
Eu diria, sinceramente, que é um livro obrigatório para todo o mundo. Além de a história e a mensagem que o livro passa serem muito muito muito legais, o livro é muito bom sob outros aspectos. A narrativa, por exemplo, é bem fluida. A história vai andando e escorrendo de um jeito bem legal e tranquilo, então você pega o livro pra ler umas duas páginas e quando vai ver já leu umas 288. E quando você para no meio você quer voltar logo a ler. Pelo menos comigo foi assim.
Outra coisa muito legal desse livro são os personagens, que são bem únicos. Tem uma personagem lá que se chama Kat. Eu acho ela muito chata, mas ela, por algum motivo, é o tipo de pessoa que eu costumo conhecer. Tem também a Rosemary Lapin, que é uma velhinha muito muito legal e esquisita. O desenvolvimento dos personagens não é superficial nem forçado, o que é muito legal, e, apesar disso, a história não foge do foco em nenhum momento.
A única coisa que eu não gostei muito é um "defeito" que eu encontrei, mas que muita gente gosta, e, talvez, ainda seja coisa da tradução: é o fato de que, às vezes, a cena é descrita como se os personagens soubessem o que o Jannon tá pensando. Isso acontece no livro inteiro, então no final eu já até tava acostumada, mas isso eu acho meio chatinho.
Leiam, o livro é lindo.

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